Ana Carolina Lima, codiretora do Aqualtune Lab, foi palestrante no Curso de Formação Sindical do DIEESE em São Paulo, debatendo novas tecnologias, impactos para o trabalho e tendências para a desigualdade.

Nos dias 04 e 11 de setembro de 2025, o Aqualtune Lab marcou presença no Curso de Formação Sindical da Escola DIEESE de Ciências do Trabalho, em São Paulo. Nossa codiretora Ana Carolina Lima foi palestrante em dois encontros que discutiram as relações entre tecnologias digitais, desigualdades sociais e mundo do trabalho, ao lado de referências acadêmicas e ativistas.
No dia 04/09, Ana Carolina dividiu a mesa com o sociólogo Sérgio Amadeu da Silveira, professor da UFABC e pesquisador do CNPq, reconhecido por sua atuação em defesa do software livre, da inclusão digital e da privacidade online. O diálogo trouxe reflexões sobre o capitalismo digital e o colonialismo de dados, apontando os riscos da dependência tecnológica do Brasil em relação às grandes corporações globais. Ana acrescentou a dimensão de como raça, gênero e classe atravessam as experiências digitais, reforçando desigualdades e impactando diretamente as trabalhadoras e os trabalhadores.
📊 De acordo com o Relatório 2025 do Observatório das Desigualdades em parceria com o Dieese, a taxa de desemprego caiu para 6,6% em 2024. Porém, entre mulheres negras, o índice chegou a 9,6%, contra 4,6% entre homens não negros.
O mesmo relatório mostra que, embora tenham registrado o maior crescimento de rendimento (+5,2%), as mulheres negras seguem com a menor renda média: R$ 2.008, apenas 43% do rendimento dos homens não negros (R$ 4.636).
Já no dia 11/09, Ana compartilhou a mesa com o professor pesquisador Daniel Cruz, coordenador do Laboratório de Psicologia Digital da USP. O foco foi a análise dos impactos subjetivos e sociais da tecnologia no cotidiano laboral, incluindo os efeitos da gestão algorítmica sobre a saúde mental, a autonomia e a remuneração justa. Ana trouxe dados do Relatório 2025 do Observatório das Desigualdades, em parceria com o DIEESE, destacando a persistência de desigualdades de raça, gênero e renda no Brasil.
📊 O relatório evidencia que a mortalidade proporcional entre jovens negros até 24 anos foi quase o dobro da de não negros (7,2% contra 3,8%), apontando para a precarização e o racismo estrutural que atravessam a juventude negra.
A participação do Aqualtune Lab nesses encontros reafirma nosso compromisso com uma atuação crítica e engajada, que conecta pesquisa, militância digital e movimento sindical. Como destacou Ana Carolina Lima:
“Raça, gênero e classe atravessam as experiências digitais e impactam diretamente o trabalho. É preciso disputar a ética e a justiça nesse campo.”
Compromisso do Aqualtune Lab
O Aqualtune Lab segue atuando na construção de um futuro digital antirracista, inclusivo e democrático, fortalecendo redes de luta por soberania tecnológica, justiça digital e direitos no trabalho.📌 Saiba mais sobre nossas ações e acompanhe nossas próximas atividades nas redes @aqualtunelab.




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