Nos dias 31/7 e 1/8 de 2026, aconteceu na Faculdade de Saúde Pública da USP, em São Paulo (Brasil), a primeira edição do Congresso UMOJA, que reuniu palestrantes internacionais e participantes de todas as regiões do país . No segundo dia do evento, a pesquisadora sul-africana Onica Nonhlanhla Makwakwa foi palestrante do painel: ” When Code Discriminates” (Quando o código erra). A pesquisadora é diretora executiva da Global Digital Inclusion Partnership, coalizão internacional que atua por conectividade significativa no Sul Global. Onika assina o projeto Afrodiva Speaks, sob o lema “the right to be seen” (o direito de ser vista).
Em 2016, Onica Makwakwa se deparou com o racismo algoritmo em suas pesquisas. Ela comparou duas buscas por imagem: “cabelo profissional” e “cabelo não profissional”. Os primeiros resultados, com o termo “cabelo profissional”, devolviam imagens de mulheres brancas de cabelo liso. O segundo resultado atribuía as imagens de mulheres negras de cabelo natural ao termo “cabelo não profissional”. O buscador, ao organizar as informações, entregou imagens que reforçam uma discriminação de que quem é competente e quem não é, ou seja, as imagens relacionaram formas físicas racializadas para definir imagens de pessoas com cabelos profissionais ou não profissionais.
No I Congresso Internacional sobre Desigualdades Raciais e Tecnologias Digitais, Onika mostrou por que o algoritmo não inventa a desigualdade: ele a herda. E quando erra, o erro tem endereço e tem cor.
O evento foi organizado por quatro instituições de pesquisa: Aqualtune Lab, Instituto Sumaúma, Instituto Mancala e Reafro.













