
86%: foi a taxa de precisão que essa ferramenta de reconhecimento facial atribuiu para o match entre um objeto e uma pessoa.
Câmeras contratadas pelo governo do Ceará por R$1,4 bilhão confundiram pessoas com sacos de lixo. Esse sistema apontou ainda nome completo da “pessoa identificada”, local e horário onde a captura da imagem foi feita.
E tecnologias como essas são vendidas como solução.
Falsos positivos em sistemas de reconhecimento facial não são só um bug técnico.
Significam abordagens policiais baseadas em erros. Significam prisões injustas. E essas consequências carregam os vieses de quem treinou as ferramentas, recaindo de forma desproporcional sobre pessoas negras.
O Observatório Agyindawuru nasce para investigar exatamente isso: o uso do reconhecimento facial como prova no sistema de justiça criminal, com foco nas cidades do Rio de Janeiro e Salvador e nos impactos sobre populações minorizadas.
Esse é apenas um dos casos que você vai ver por aqui.
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