Relatório expõe o racismo algorítmico nas provas digitais da Justiça brasileira
O racismo algorítmico na Justiça brasileira ganha um novo diagnóstico com o relatório “Entre Rostos e Algoritmos: Provas Digitais e Racismo na Justiça Brasileira”, produzido pelo Observatório Agyindawuru — uma parceria entre o Aqualtune Lab e o Laboratório NEXUS (UFF). O documento investiga como tecnologias de reconhecimento facial e outras provas digitais têm sido usadas em processos judiciais no Brasil, e os viéses raciais que essas ferramentas carregam. O lançamento oficial acontece em evento presencial no dia 8 de outubro, no campus do Gragoatá (UFF), em Niterói.
O que o relatório investiga
Cada vez mais, tribunais, polícias e órgãos de segurança pública no Brasil recorrem a reconhecimento facial e outras provas digitais para embasar investigações e decisões judiciais. O problema: essas tecnologias não são neutras. Estudos já demonstraram que sistemas de reconhecimento facial erram significativamente mais ao identificar pessoas negras — um viés que, aplicado ao sistema de Justiça, pode significar acusações equivocadas, prisões indevidas e aprofundamento do racismo institucional.
É exatamente esse cruzamento — entre tecnologia, prova digital e racismo estrutural — que o relatório do Observatório Agyindawuru se propõe a mapear. A partir de pesquisa empírica e análise de casos, o documento reconstrói como essas ferramentas entram no processo judicial brasileiro, quem são as pessoas mais atingidas por seus erros, e quais brechas regulatórias permitem seu uso sem os devidos controles.O trabalho é assinado por pesquisadoras e pesquisadores do Aqualtune Lab e do Laboratório NEXUS (UFF), unidos sob o Observatório Agyindawuru — iniciativa dedicada a investigar as interseções entre raça, gênero e tecnologia no Brasil.
Lançamento: data, hora e programação
| Data | 8 de outubro de 2026 (quinta-feira) |
| Horário | 14h |
| Local | Campus do Gragoatá — Universidade Federal Fluminense (UFF), Niterói/RJ |
| Formato | Presencial |
| Realização | Observatório Agyindawuru — Aqualtune Lab e Laboratório NEXUS (UFF) |
Programação:
- 14h00 — Início do evento
- 14h30 — Abertura da mesa: falas institucionais com representante da UFF (Relações Internacionais), do Laboratório NEXUS (Prof. Tadeu Morato) e do Aqualtune Lab (Celso Oliveira)
- 15h00 — Lançamento oficial do relatório, com Arthur Almeida (Aqualtune Lab), Sarah Damaceno (UFF), Mariana Amaro (PPGEST/UFF) e Juliana Zaniboni (PPGEST/UFF)
- 16h20 — Encerramento e coffee break
Como participar
As vagas para o evento presencial são limitadas. Para garantir presença, é preciso se inscrever previamente pelo formulário:
Confirmar presença no lançamento
Quem não puder comparecer também terá acesso ao conteúdo: o relatório completo estará disponível para download gratuito no site do Aqualtune Lab logo após o lançamento.
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